Mudar o Significado 16

Veja a diferença entre estas duas frases:

1) Eu tenho que ler este texto.

2) Eu quero ler este texto.

Na frase 1, temos um dever, uma ordem, uma lei a ser feita. Dá a sensação, para a maioria de nós, de pressão, de ser forçado a fazer, de ser uma obrigação. Na frase 2, o esquema já é diferente: eu desejo, eu quero, eu tenho vontade de ler este texto agora.

Bem, a diferença entre a frase 1 e a frase 2 é realmente pequena. Mas muda tudo, não é mesmo?

E esta é a 16° forma de mudarmos um significado que encontramos no livro Mind-lines, lines for changing minds (Linhas da mente, linhas para mudar a mente).

Em termos técnicos, mudamos os nossos operadores modais.

A frase 1 utiliza o operador de necessidade (ter que, dever, deveria, preciso fazer…) enquanto a frase 2 utiliza o operador de possibilidade (eu quero, eu desejo, eu posso…).

Há ainda o operador de impossibilidade: (não posso, não consigo, não dá…)

Podemos usar de várias formas esta 16° forma de ressignificarmos as coisas, de mudarmos o significado que damos.

Minha querida amiga Sarbélia Assunção, que me ensinou muitíssimo de PNL, Programação Neuro-Linguísitca, nos dizia em seu curso: façam o prazer de casa (ao invés de dever de casa, ou tarefa). O objetivo era o de mudar o modo como a gente pensava aquela atividade a ser realizada.

Sinta a diferença:

Eu tenho que fazer a tarefa (dever de casa).

Eu quero fazer a atividade (prazer de casa).

Outra maneira de usarmos esta 16° forma é questionarmos: e se você pensasse diferente sobre isso? Não seria melhor?

Por exemplo, “Não seria melhor ter uma atitude de querer fazer, ao invés de ser obrigado?”

Ou então: “Como seria se esta experiência fosse realizada de maneira diferente?”

Ou ainda: “E se você pensasse diferente – o oposto – do que você está pensando, não seria melhor?”